Joinville ultrapassa Londrina
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terça-feira, 05 de setembro de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
A conquista do terceiro posto entre as maiores cidades da Região Sul do Brasil não foi considerada motivo de comemoração para as autoridades de Joinville, em Santa Catarina. O município assumiu a colocação que era de Londrina, de acordo com os números da última estimativa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na semana passada. Porém, os catarinenses preferem celebrar a posição de destaque da cidade em outro ranking, o do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
A estimativa mais recente do IBGE mostra que Londrina conta com 495.096 habitantes, contra 496.651 do município catarinense. Segundo o chefe do IBGE no Paraná, Sinval Dias dos Santos, o resultado não traz prejuízos para a população londrinense. ''A cidade continua sendo um pólo regional importantíssimo, com uma grande população nos municípios do entorno'', analisa.
O coordenador de sub-área do instituto em Londrina, Alpheu Campiolo, destacou que a força da indústria de Joinville foi um dos principais fatores que contribuíram para o resultado. ''Isso levou a um processo migratório intenso em direção a Joinville. E o mesmo não ocorreu com Londrina'', declara.
''Estamos mais preocupados em galgar posições no ranking de IDH do que no de maiores cidades. Nossa maior preocupação é a qualidade de vida'', aponta o presidente da Fundação Instituto de Pesquisa e Planejamento para o Desenvolvimento Sustentado de Joinville, Murilo Teixeira Carvalho. A cidade hoje está na 13 colocação entre as cidades com os maiores IDH do País.
De acordo com Carvalho, a mudança no perfil econômico foi determinante para a melhoria no índice de qualidade de vida. É que nas décadas de 1960 e 70, o crescimento foi desordenado, alavancado pela força de quatro grandes indústrias da cidade. Nessa época, formaram-se favelas e perto de 20 mil pessoas viviam em palafitas.
Com planejamento, na duas décadas seguintes a cidade buscou incentivar pequenas empresas para atrair mão-de-obra qualificada e gerar mais empregos. Outra mudança foi a explosão no setor terciário, principalmente nos ramos de turismo de eventos. ''Hoje, eu diria que maior dificuldade é a falta de espaço para crescimento das empresas que já estão aqui e para instalação de novas'', acrescenta.


