Jogo virtual não substitui prática real
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Reportagem Local 
Os jogos eletrônicos deixaram de ser exclusivamente uma brincadeira infantil, divertindo jovens e adultos. Mas ficar sentado em frente à televisão durante horas leva muita gente ao sedentarismo. Com a evolução da tecnologia de entretenimento, alguns videogames simulam a prática de esportes como tênis, futebol e boxe e ensinam até a dançar e dão aula de ginástica localizada. Apesar de terem estímulo corporal e mental, esses jogos não devem substituir os exercícios físicos.
Muitas modalidades virtuais proporcionam grandes gastos calóricos. Mas a equipe de professores de educação física do Programa de Melhoria da Qualidade de Vida, o Geração Saúde, é unânime em afirmar que os esportes virtuais não são considerados exercícios físicos, e sim atividades. O exercício físico é orientado por um profissional, que, por exemplo, corrige movimentos errados. A atividade física é livre, assim como qualquer movimento no cotidiano, explica o coordenador do programa, Rodrigo Rocha.
Para ele, os jogos eletrônicos estimulam o aprendizado, mas por si só não tira o jogador do sedentarismo. Mesmo tendo a psicomotricidade, em que a pessoa se movimenta e tem o estímulo mental, a tecnologia em alguns pontos contribui muito para o sedentarismo, ao ficar ali sentado ou até mesmo em pé durante horas repetindo alguns gestos, analisa Rocha. Mas tudo depende do ponto de partida e o contexto. Se o objetivo é o desenvolvimento cognitivo, o jogo é excelente, completa.
O tipo de jogo a ser escolhido, principalmente para crianças e adolescentes, deve estimular não só o movimento, mas também o aprendizado por trás da atividade. Academias de artes marciais, por exemplo, procuram formar o caráter e disciplinam através de um professor orientando. E alguns jogos de luta podem não ensinar isso, portanto é preciso cuidado, alerta o professor Anderson Correia.
A atenção com os pequenos jogadores deve ser maior. Os jogos podem ajudar as crianças a sair do sedentarismo. Elas são estimuladas a se movimentarem mais e até despertam a vontade de praticar aquele esporte. Se ela começa a jogar em casa e tem essa vivência, passam a querer praticá-lo também ao ar livre, argumenta o professor Alexandre Nunes.
Além do cuidado em escolher jogos que estimulam o aprendizado e tenha caráter educativo, os pais devem ficar atentos para os filhos não se perderem no meio de tanta diversão. A criança pode ficar horas na frente da televisão e acabar se esquecendo de comer, dormir, se hidratar, portanto precisa de orientação para não se dispersar nesse mundo virtual, recomenda Rodrigo.


