Hoje pela manhã, os integrantes da marcha não sairão do ginásio de esportes Palácio de Futsal. Eles dedicarão quatro horas a estudos e discussões internas. Amanhã de manhã, antes da saída de Londrina, eles participarão de uma missa celebrada por padres católicos.
Mas nem só de encontros políticos e religiosos é feita a marcha. Ontem, os integrantes do movimento tiveram duas atividades diferentes: à tarde, foram visitar o assentamento do jardim Olímpico 2, na divisa de Londrina e Cambé (zona oeste); à noite, foram assistir ao jogo de futebol entre Londrina e Náutico, pela série B do Campeonato Brasileiro.
‘‘A visita aos moradores do Olímpico foi importante, porque serviu para uma intensa troca de experiências entre pessoas que vivem realidades diferentes e, ao mesmo tempo, muito parecidas no campo e na cidade. Foi uma visita de solidariedade nossa pelas dificuldades que passam na periferia pobre de Londrina. E, simultaneamente, fomos buscar e apoio daquela população às nossas lutas, à nossa principal reivindicação que é a reforma agrária’’, explicou o dirigente do MST, Paulo de Marqui.
A ida ao jogo do Londrina foi um convite do prefeito Antonio Belinati. O convite foi aceito coletivamente, durante uma assembléia realizada na tarde de ontem. ‘‘O prefeito nos convidou para ir ao jogo e torcer para o Londrina’’, comentou o líder da marcha.
(Osmani Costa)

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