Com a redução do consumo provocada pela crise econômica, a inovação pode ser a chave para atrair novos clientes. O lançamento do jogo de realidade aumentada Pokémon Go, lançado no Brasil na semana passada, fez muitos profissionais criarem serviços para ajudar quem quer sair pela cidade à caça de pokémons com segurança.
O taxista Guilherme de Almeida Prado Hill, de Londrina, viu no jogo uma oportunidade de renda extra e criou o Pokétaxi. O valor da corrida é cobrado conforme o taxímetro, mas segundo ele, em cerca de 15 minutos é possível percorrer entre dois e três quilômetros, passando por dez a 15 pokéstops, locais onde o jogador coleta itens que ajudam na evolução do personagem. O valor do trajeto varia de R$ 15 a R$ 20. "Como vi que no centro da cidade tem um monte de pokéstops, bolei uma rota para passar por estes pontos. Estou esperando os clientes."
Em Curitiba, a inovação foi ainda mais longe. A Sikorski Escola de Aviação Civil oferece a caça aérea a pokémons. O voo é de helicóptero e o roteiro quem decide é o caçador de monstrinhos, que paga R$ 450 por 35 minutos. Mesmo com o preço um pouco salgado o sócio-diretor da empresa, Maicon Carvalho, garante que o movimento está bom. O serviço foi lançado no dia 5 e a divulgação foi feita por meio de vídeos publicados nas redes sociais. Desde então, a empresa tem agendado dois voos diários para caçadores de pokémons.
O estudante Bruno Barros, de 21 anos, soube do serviço pelo Facebook e agendou um voo para segunda-feira (8) mesmo com medo de voar. "Com o helicóptero, eu consegui pegar pokémons que não conseguiria pegar se estivesse a pé ou de carro porque muitos estão dentro de condomínios, onde eu não teria acesso. Pedi para o piloto sobrevoar o condomínio Alphaville, em Quatro Barras (Região Metropolitana de Curitiba), e consegui pegar três ou quatro", disse ele, que já tem muitos pokémons em sua coleção.

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