Jogador é assassinado a tiros por não emprestar chuteira
Israel Reinstein
De Curitiba
Curitiba teve um final de semana violento. Em 48 horas, o Instituto Médico-Legal (IML) registrou sete homicídios, quatro deles provocados por armas de fogo. Os assassinatos aconteceram na periferia da cidade, sendo que alguns deles estavam relacionados a temas banais como a discussão em um bar. Houve um boom atípico na cidade, que normalmente registra uma média de três casos a cada dois dias, disse o delegado Vilson Alves Toledo, da Delegacia de Homicídios.
Os assassinatos, segundo o delegado, aconteceram próximo de bares. Entre esses casos, o mais violento foi a discussão entre dois jovens que brigaram por causa de uma mulher. Fernando Camargo de Lima matou com três tiros Cristiano Ferreira de Oliveira, 17 anos, que foi atingindo na cabeça e nas costas. A briga entre os dois aconteceu na Vila Trindade, quando Fernando viu Cristiano conversando com a sua namorada.
Em outro caso, no bairro Boqueirão, a polícia investiga a morte de Idor José Kwiatkowski, 30 anos. No intervalo de uma partida de futebol, Idor saiu para descansar. Foi nesse momento que uma terceira pessoa (não identificada) pediu as chuteiras de Idor para também jogar bola. Ao recusar ceder a chuteira, ele levou dois tiros, morrendo ao lado do campo.
Além das mortes, a delegacia está investigando a origem de uma ossada deixada embaixo de um viaduto da PR-476, que leva a Campo Magro, Região Metropolitana de Curitiba. A ossada foi abandonada em uma caixa, que estava parcialmente queimada, diz Toledo. O delegado mandou o corpo para análise no IML, que vai descobrir qual é o sexo do corpo.





