Albari RosaPersonagem vai estar nos parques da cidade conversando com criançasO boneco João Esperto vai ter trabalho redobrado durante as férias escolares. Ele foi criado pela Secretaria da Segurança Pública para ajudar as autoridades policiais nas campanhas de conscientização das crianças, dos pais e das próprias autoridades sobre os cuidados necessários para evitar o desaparecimento de crianças.
Nos mesmos moldes do boneco Zé Gotinha das campanhas de vacinação, o colega João Esperto é mais um instrumento para prevenir os desaparecimentos. Durante as férias de julho, João Esperto, que é na realidade uma fantasia dotada de uma máscara e que será vestida por um policial, vai estar nos postos da Polícia Rodoviária e parques da cidade conversando com as crianças e distribuindo a cartilha ABC da Segurança.
De acordo com Arlete Caramês, mãe do menino desaparecido Guilherme, durante as férias, as crianças ficam muito mais tempo sozinhas e na rua. ‘‘Os pais sempre pensam que com eles não vai acontecer nada. Mas não é assim. Na realidade, quando meu filho tinha sete anos pensei que estaria fora de perigo nos casos de sequestro’’, adverte. O menino desapareceu quando andava de bicicleta perto de casa, no dia 17 de junho de 1990.
‘‘Muitas vezes durante uma blitz, os policiais verificam os documentos do veículo e do motorista e esquecem de conferir se a criança sentada no banco traseiro é mesmo filha dos ocupantes do carro’’, reconhece o secretário da Segurança Cândido Martins de Oliveira.
No Paraná 12 crianças estão desaparecidas. Duas já tiveram sua fotografia envelhecida e o mesmo processo está sendo executado com a foto de Rodrigo Novicki de Oliveira que desapareceu no dia 11 de outubro de 1987, em Curitiba quando tinha um ano e oito meses de idade.
De acordo com o secretário, há hipóteses de que muitas das crianças desaparecidades estejam fora do País. ‘‘Nesses casos a competência é federal e nós aqui não temos muito o que fazer.

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