Jipeiros encaram 9 mil km até o Chile, com a família
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sábado, 19 de dezembro de 1998
Adriana Ribeiro 
O lema é aventura para um grupo formado por cinco famílias de Curitiba e uma de Laranjeiras do Sul que partiu ontem para uma viagem de 9 mil quilômetros. O destino é o deserto de Atacama, no Chile, o mais árido do mundo, onde os viajantes passarão o Natal. Ao todo são 22 pessoas, inclusive crianças, que partiram em seis jipes - três Land Rover e três Mitsubishi - todos com tração 4x4 capazes de enfrentar as dificuldades do trajeto.
Para nada dar errado o grupo precisou de três meses de trabalho. A maior dificuldade foi decidir o trajeto da expedição. Não pensei que teríamos que ler tanto, conta o empresário Daniel José Galiano, que partiu para a aventura acompanhado da mulher, Deborah, e dos filhos Jean-Daniel, 9 anos, e Joseph, 6 anos. A organização contou com o apoio de uma empresa especializada em viagens com jipes, a Rae Expedições, da qual os viajantes são associados.
Escolhido o caminho, o grupo partiu animado. A primeira parada é Cascavel, onde dormiriam. O próximo destino são as cidades argentinas e chilenas Corrientes, Salta, Santo Antonio de los Cobres e São Pedro do Atacama, onde estarão no dia 25. Depois seguem para Iquique, Tocopilla, Antofagasta, Copiapo, Valparaiso, Santiago, Mendoza, Santa Fé e Posadas. A volta a Curitiba está marcada para o dia 10 de janeiro.
Galiano diz que o maior desafio será a travessia da Cordilheira dos Andes, com trechos a uma altitude de até 4.300 metros. Mas no deserto as dificuldades não ficam para trás. Nesse ponto do planeta as temperaturas durante o dia chegam a 40 graus centígrados e à noite caem para 15 graus negativos.
Durante a maior parte da viagem, o grupo dormirá em barracas, mas em algumas cidades o alojamento será feito em pousadas. Os carros são equipados para qualquer situação. Cinco deles têm ar-condicionado e a exceção fica para o da família Galiano, que tem três ventiladores pequenos instalados para amenizar o calor. Mas todos transportam equipamentos que não podem faltar, como ferramentas, caixa de primeiros socorros e galões extras de água potável. Remédios para diarréia, comuns nesse tipo de viagem, e soro também são indispensáveis, conta Roberto Pitella, organizador da expedição.
O grupo de viajantes é formado por empresários, dentistas, professores e estudantes. Para realizar a aventura, cada família terá que desembolsar cerca de R$ 3,5 mil. Todos os motoristas são jipeiros experientes.


