A Construtora Furlesa entregou ao Tribunal de Justiça do Paraná o prédio da Junta de Conciliação e Julgamento (JCJ) de Umuarama. O prédio, de 625 metros quadrados distribuídos em dois pavimentos, foi construído ao lado do Fórum e já prevê a instalação de uma segunda junta. Aguarda votação no Congresso, anteprojeto de lei que cria mais 14 JCJs no Paraná, uma delas em Umuarama.
A junta local já tem cerca de 6 mil processos trabalhistas em tramitação. Todo mês, dão entrada em média 200 novos processos, enquanto são proferidas de 25 a 45 sentenças. A Junta de Conciliação e Julgamento possui o menor índice de acordos no Estado. Apenas 10% das disputas trabalhistas são resolvidas através de acordo entre patrão e empregado.
Segundo os advogados, a maioria das reclamações é de trabalhadores rurais ou operários que prestam serviço nas lavouras e nas usinas de cana-de-açúcar. A rotatividade de pessoal neste tipo de atividade é muito grande, a maioria dos empregados recorre à Justiça quando é demitido e quer levar o processo até o fim.
Em 1996, o juiz classista representante da classe patronal, Abílio Cardoso, criou uma promoção para estimular negociações entre patrões e empregados, oferecendo prêmios aos trabalhadores que aceitassem acordos, mas a presidência da Junta proibiu a promoção por considerá-la antiética.
Criada em 1986, a Junta de Conciliação de Umuarama funciona num prédio alugado na Praça Santos Dumont. O prédio é pequeno e inadequado. A junta tem apenas uma sala de audiência e um gabinete, que é dividido por dois juízes: o presidente Iran Alves dos Santos e Daniel Rodney Weidman.
No novo prédio estão previstas duas salas de audiências e dois gabinetes, além de instalações adequadas para o serviço administrativo. A JCJ tem 14 funcionários e muitos chegam a trabalhar 12 horas por dia para dar conta do serviço.
Santos informou que ainda não há data definida para a inauguração e mudança para o prédio novo. Isto vai ser decidido junto com o presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em Curitiba, Pretextato Pennafort Taborda Neto.Mauro Ramos LopesEspaço maiorPrédio, de 625 metros quadrados, em dois pavimentos, foi construído ao lado do FórumVânia Moreira

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