Jatos são suspensos em Maringá
A decisão da Rio Sul de substituir o jato ERJ-145 pelo Fokker 50 em duas linhas que servem Maringá - para Curitiba e São Paulo - causou surpresa na Secretaria de Transportes do Município.
Os jatos deixaram de operar no aeroporto da cidade desde ontem. A Rio Sul não informou se a suspensão é temporária ou definitiva.
Desde o início de operação do jato, em dezembro do ano passado, o vôo enfrentava problemas para pouso e decolagem por causa das condições do aeroporto.
O secretário de Transportes de Maringá, José Henrique de Camargo, disse à Folha que foi pego de surpresa. Ele enviou uma correspondência para o jornal, endereçada ao presidente da Rio Sul, Percy Rodrigues, manifestando repúdio à atitude da empresa.
Não medimos esforços para adequar a estrutura, outrora deficiente, à operação deste tipo de equipamento, escreve na carta. Camargo ressalta ainda que o Município investiu para melhorar as condições do aeroporto.
Entre as melhorias está a instalação de um gerador que custou R$ 69,9 mil; o recape das pistas auxiliares a um custo de R$ 19 mil e sinalização da pista, que custou R$ 16,2 mil.
No total a prefeitura gastou quase R$ 150 mil para adequar o aeroporto. O secretário destaca ainda que o Município priorizou a vinda da aeronave através de contatos com outros setores, inclusive impedindo o interesse de outras companhias aéreas que tentavam operar em Maringá.
A correspondência lembra ainda que as melhorias para a operação do jato foram realizadas, mesmo com as obras do novo aeroporto em andamento. O investimento é de R$ 22 milhões e a intenção da prefeitura é entregar a obra em maio do próximo ano.Marcos NegriniCurta temporadaO jato da Rio Sul começou a operar em Maringá no mês de dezembro e foi substituído pelo FokkerMarcos Zanatta





