Olarias e cerâmicas estão na origem de Jataí, atualmente Jataizinho, cujo perímetro urbano abrange o ''lugar denominado Olaria Velha, no rocio (roça abandonada) da Colônia Militar de Jataí'', titulado a um cidadão pelo presidente da Província do Paraná em 1873. No século seguinte, ''a construção dos prósperos municípios do Norte do Paraná, nas décadas de 40 e 50, foi feita com a argila e a areia de Jataí, que chegou a ser considerada a Capital Nacional das Cerâmicas, exportando manilhas, telhas e tijolos para todo o Brasil'', consta na história oficial do município.
O auge da produção ocorreu na década de 70, com mais de 30 olarias e cerâmicas no município. Atualmente são apenas sete, segundo Albino Striquer e Benedito Furlan, dono da Cerâmica Santa Mônica. É certo que a matéria-prima foi-se tornando escassa, até por restrições após a construção da Hidrelétrica de Capivara, que vieram impor, recentemente, um acordo com atual concessionária. ''Todas as cerâmicas estão pagando uma importância a cada seis meses, não vai faltar'', resume Furlan, mas com a ressalva: ''Estamos pegando a metade em Sapopema''. A argila de Sapopema, a 100 quilômetros, chega de caminhão, para ser misturada meio a meio com a de Jataizinho.
Atualmente produzindo tijolos maciços e furados, Furlan conta que era jovem quando começou com a sua primeira e pequena olaria, no sítio de oito alqueires no Taquari, adquirido pelo pai, Antônio Vergílio, em 1938, procedente de Assis. Desde então, não parou. A Santa Mônica pertencia à família Gali e hoje é a mais antiga de Jataí, com 70 anos, segundo Furlan. (W.S.)

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