A Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari), de Londrina, deve retomar os trabalhos até setembro. A previsão é do presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo, Wilson Sella. A junta é o órgão municipal responsável pelo julgamento, em primeira instância, dos recursos das multas aplicadas no trânsito da cidade. O Conselho Estadual de Trânsito (Cetran), em Curitiba, fica com as decisões em segunda instância.

Em Londrina, a Jari foi criada em 1998, de acordo com determinação do Código Nacional de Trânsito, e destituída em julho deste ano para uma reestruturação. Na reforma estão previstas a informatização do sistema, a ampliação do espaço físico ocupado pela junta e a escolha de novos membros.

Sella explica que o município pode constituir várias Jaris, de acordo com as exigências da demanda. Cada uma é composta por três pessoas que são indicadas para a função. Cabe à prefeitura, companhia municipal de trânsito e comunidade a indicação dos nomes que integram o órgão. A pessoa apontada pela prefeitura precisa também ser aprovada pelo Cetran. Os membros da junta são remunerados por cada sessão que participam. O valor pago atualmente é de R$ 250,00 por reunião. São previstas quatro reuniões por mês.

A Jari recebe a assessoria dos advogados da CMTU, na elaboração dos processos. A companhia irá contratar estagiários do curso de direito para auxiliar no trabalho. Os integrantes têm o papel de juízes no julgamento dos recursos.

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