O secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues, anunciou na semana passada o cancelamento do processo licitatório para as obras do Jardim Botânico de Londrina, previsto para ser construído na Zona Sul. ''Como vimos que esse processo não teria fim de forma tão rápida, o governo achou por bem cancelar e juntar as duas fases previstas em um mesmo edital, em uma forma de tentar agilizar e de quebra reduzir os custos, já que vai ficar tudo a cargo de uma mesma empresa.''
A população do Conjunto Vivendas do Alvoredo, na Zona Sul, recebeu com surpresa a notícia do cancelamento. ''Parece que tudo é atravancado no Brasil. Um Jardim Botânico é necessário para se conhecer e estudar questões ecológicas, é uma pena esse cancelamento'', afirmou a livreira aposentada Elisabeth Camargo.
''É preciso saber por que a licitação foi cancelada. Sinceramente, eu tinha uma expectativa muito grande em relação a esse projeto'', revelou o advogado Benedito Pedro de Almeida. ''A próxima etapa seria fazer os lagos e a ciclovia, e seria interessante que pelo menos essa parte fosse construída logo.''
Moradores do bairro há 23 anos, ele e a esposa Yolanda discordam em relação à construção do Jardim Botânico ali - ele é a favor, ela é contra -, mas concordam que mesmo o asfaltamento que já foi realizado demanda algumas melhoras. ''Hoje a iluminação das ruas que foram asfaltadas é fundamental para a nossa segurança. Mas o local já virou ponto de corrida de jovens, que vêm aqui fazer cavalo-de-pau. Acho que a solução seria instalar uma fiscalização eletrônica'', apontaram.
Segundo o secretário, o cancelamento aconteceu porque houve um retardamento. ''E quem retardou foi a Visatec'', afirmou. No ano passado, a Visatec, empresa que tem contratos terceirizados com a prefeitura, entrou com um recurso administrativo questionando alguns pontos do edital de licitação.
De acordo com o secretário, o novo edital de licitação terá um valor de quase R$ 10 milhões, bem acima dos R$ 3,3 milhões previstos no primeiro, justamente por reunir as duas fases do projeto. ''A responsabilidade por esse projeto ainda estar parado não é do Estado. Há a vontade política e os recursos estão disponíveis'', ressaltou.

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