O Jardim Botânico de Londrina terá área maior do que divulgada inicialmente. O anúncio é do secretário de Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida, que esteve ontem em Londrina iniciando uma série de visitas na região. A proposta inicial, entre 10 e 20 alqueires, foi ampliada para 40 alqueires.
O aumento da área foi uma solicitação da comissão londrinense que definiu o perfil do empreendimento. Três áreas estão sendo estudadas para abrigar o projeto. Segundo Cheida, por conta da mudança, há mais dificuldade em encontrar um terreno ideal. ''Precisamos de uma área com remanescente de floresta o que não é muito fácil de encontrar na região'', disse.
Segundo ele, técnicos da secretaria já estão elaborando o edital de licitação para realização do projeto do Jardim Botânico. ''Por volta do início de janeiro o edital deve estar no pregão eletrônico do Governo do Estado, até lá definiremos a área'', comenta.
Nos próximos dias, o secretário tem uma série de compromissos em municípios da região onde começa a reunir parcerias para os projetos chave da secretaria lançados nas últimas semanas. Amanhã, Cheida participa de um seminário em Arapongas (37 km a oeste de Londrina) e palestra sobre Políticas Estaduais de Resíduos Sólidos, mote do programa Desperdício Zero. A meta é reduzir 30% do volume de lixo produzido no Estado e eliminar 188 lixões através de parcerias com os municípios. ''Estamos nos comprometendo a acabar com todos os lixões ate 2006'', comenta.
Também estão previstas atividades em Floresta (25 km a oeste de Maringá) e Apucarana onde o secretário pretende divulgar também os programas Mata Ciliar e Biodiversidade. O primeiro prevê o replantio de 90 milhões de mudas de mata ciliar e vai complementar a criação de corredores de biodiversidade previstas no outro programa. Além dos corredores, o biodiversidade vai criar uma rede de combate ao tráfico de animais.
Os três projetos têm orçamento de R$ 140 milhões. ''Com esses projetos atacamos três grandes problemas, a cobertura vegetal, o Paraná tem apenas 20% de cobertura vegetal, o tráfico de animais silvestres, atualmente somos o segundo Estado em tráfico, e o lixo'', comenta.

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