Jardim Botânico: fechado há sete meses
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terça-feira, 26 de julho de 2011
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
O Jardim Botânico de Londrina está fechado há sete meses para obras e não há previsão de quando será reaberto ao público. A unidade, que começou a ser construída em agosto de 2008 na Zona Sul, chegou a abrir após a conclusão da primeira fase das obras - no final de março de 2010. Porém, por questão de segurança, foi fechado em dezembro do ano passado.
A obra, lançada pelo governo estadual em agosto de 2008, tem o custo previsto em R$ 32 milhões e abrange um espaço de 1,1 milhão de metros quadrados, terreno cedido pelo Instituto Agrônômico do Paraná (Iapar), da Associação Brasileira de Educação e Cultura (Abec) e famílias de Londrina.
A proposta, quando foi lançada, era de oferecer a Londrina uma área de preservação e conservação da natureza, na qual espécies ameaçadas de extinção naturais e também não naturais do estado tenham seu espaço em estufas e herbários. Além disso, o projeto contempla o lazer, a cultura, e tem o intuito de incentivar o ensino e pesquisas botânicas, além de educação ambiental e de cursos técnicos.
Na primeira fase foram construídos bloco administrativo, estacionamento, ciclovia, trilhas para pedestre, lagos, entre outros. A previsão do projeto é que nesta segunda fase de obras sejam gastos R$ 12 milhões na construção de três estufas cobertas (para coleção de plantas), auditório, anfiteatro, jardim temático e outras unidades.
De acordo com a gerente do Jardim Botânico, Angela Carvalho, a segunda fase das obras ainda não tem uma previsão para ser finalizada. Atualmente, está sendo construído o centro de recepção aos visitantes, o que representa um perigo para a ocorrência de acidentes com o público. ''As visitas estão suspensas desde dezembro e permanecerão suspensas até que reformulemos todo o cronograma para a visitação'', afirmou. ''Não podemos permitir que as pessoas estejam circulando em um pátio de obras, em contato com máquinas, objetos cortantes ou até mesmo que uma criança caia em algum buraco com oito metros de profundidade, por exemplo'', acrescentou.
Com as visitas suspensas, a opção dos visitantes foi transformar o estacionamento do Jardim Botânico em uma área de lazer. Como é o caso da fisioterapeuta Marta Tasca Grossi, que aproveitou o último final de semana para levar toda a família para o local. ''Como pudemos desfrutar do Jardim Botânico até agora, tivemos que nos adaptar a este espaço. Acredito que todos estão ansiosos para poderem visitar o Jardim novamente'', disse. ''Eu aproveitei para trazer meu marido, primos e cunhados para passar um momento agradável aqui e as crianças poderem brincar'', contou a fisioterapeuta.
O casal Alexandre Pavanello, mecânico, e Miriam Rodrigues, vendedora, reclamou da demora na conclusão das obras. ''No meio do ano passado viemos e as obras já estavam assim. Pelo que me parece, quase nada mudou. Esse trabalho precisa ser agilizado'', disse Miriam. Pavanello lembrou que na área muitos motoristas trafegam em alta velocidade.
O diretor de Trânsito do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Hirak Ohara, disse que desconhecia o problema da alta velocidade e afirmou que nos próximos dias técnicos do Ippul iram vistoriar o local e tomar as devidas providências.


