Curitiba

Kraw PenasIntegraçãoDez estudantes de Himeji, cidade-irmã de Curitiba, estão desde o dia 29 de julho participando de um intercâmbio no Colégio Positivo, assitindo aulas e atividades desenvolvidas pelos alunos de segundo grauA convivência de dez dias entre alunos de um colégio em Curitiba e estudantes da cidade de Himeji, no Japão, poderá servir de inspiração para mudanças no sistema de educação japonês. Desde o dia 29 de julho, dez alunos japoneses e o vice-chefe da Secretaria da Educação de Himeji, cidade-irmã de Curitiba, participaram de um intercâmbio no Colégio Positivo, assistindo aulas e atividades desenvolvidas pelos alunos de 2º grau. Quando retornarem ao Japão, segundo o vice-chefe da Secretaria de Educação, Takafumi Yamamoto, o plano é adaptar as ‘‘boas coisas’’ do ensino brasileiro à nova realidade das escolas japonesas.
Entre as ‘‘boas coisas’’ estão o comportamento alegre e o relacionamento próximo entre alunos e professores. ‘‘No Japão, os alunos jamais podem falar ao mesmo tempo que o mestre, o que é considerado uma grande falta de educação’’, comenta Yamamoto. O vice-chefe de Educação de Himeji também elogiou o sistema de formação dos estudantes no Brasil, organizado segundo as afinidades dos alunos pelas áreas de ciências humanas, biológicas ou exatas.
A razão para a desmotivação dos alunos japoneses, segundo Yamamoto, seria o alto nível de exigência das escolas. No Japão, as instituições exigem notas altas em todas as disciplinas, independentemente da preferência ou da aptidão dos alunos. ‘‘Aqui as escolas estipulam uma média mínima de nota, aceitando com naturalidade um desempenho diferenciado entre as várias disciplinas’’, comenta.

Kraw PenasTakafumi Yamamoto, vice-chefe da Secretaria da Educação de Himeji, quer adaptar às escolas japonesas ‘‘as boas coisas’’ do ensino brasileiro, como o comportamento alegre e o relacionamento próximo entre alunos e professoresSegundo o secretário, o Ministério da Educação do Japão já estuda alterações no sistema de ensino há algum tempo. A intenção é renovar todo o método de educação, que está sendo considerado inadequado para a nova realidade do Japão. O secretário afirma que a filosofia de formar ‘‘homens úteis para o trabalho’’, que predominou durante toda a história do país, deverá ser substituída por um sistema de formação menos massificante.
Até há pouco tempo, segundo o secretário, as escolas japonesas ensinavam o inglês com o único objetivo de permitir a leitura de manuais de funcionamento de máquinas. ‘‘Queremos mudar o método de ‘camisa de força’ para uma formação mais ampla e flexível, respeitando o sonho individual de cada um’’, diz o secretário. ‘‘No Brasil os estudantes parecem mais felizes’’, resume.

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