Janaína viajou para a Bahia com a irmã; deixou a avó em prantos
A aposentada Eva Faria de Oliveira, 67 anos, que mora no Conjunto Itaparica, na periferia de Maringá, não sabe mais a quem apelar para localizar a neta, Janaína de Oliveira e Silva, de 17 anos.
Ela fugiu de casa há quase dois meses para se encontrar com a irmã, Sirlei Tatiana, 15 anos, em Campinas (SP), e juntas irem de carona até Salvador (BA). Depois de viajarem juntas por um período, Sirlei resolveu retornar a Maringá.
Depois que as irmãs se separaram, há quase um mês, a família não obteve mais nenhuma informação sobre Janaína. O caso está sendo tratado pelo Conselho Tutelar de Maringá.
Não é a primeira vez que Janaína sai de casa sem avisar. No final do ano passado ela e Sirlei foram até Santos (SP), sozinhas. Ficaram cerca de quatro dias na cidade, dormindo na praia, até que o SOS Criança abordou as duas e mandou-as para São Paulo.
De lá, foram embarcadas em um ônibus para Maringá, mas desceram em um ponto de parada e foram até Curitiba. A avó conta que no dia 20 de dezembro foi a Curitiba visitar um filho que está preso na penitenciária, quando encontrou as duas na rodoviária.
Quando chegaram de volta em casa, Eva decidiu separar Janaína e Sirlei. No início do ano, Sirlei foi para Campinas (SP), morar com um tio. Em junho, a avó conseguiu um emprego para Janaína, em um restaurante no Centro de Maringá.
Quando venceu o mês, ela foi receber o salário da neta, mas foi informado que Janaína tinha trabalhado apenas nove dias. A menina não aparecia em casa havia dois dias. Eu achava que ela estava na casa de parentes, quando já tinha até tirado a Sirlei de Campinas, lamenta.
De Campinas, as duas foram até Salvador, e decidiram voltar para Goiás. Quando chegaram na cidade de Barreiras, no sul da Bahia, Sirlei disse para a irmã que voltaria para a casa da avó, em Maringá. Ela duvidou porque eu sempre ameaçava e não voltava, conta Sirlei.
A avó, que tem a guarda das netas, quer que as autoridades tratem o caso como desaparecimento. Os pais de Janaína e Sirlei morreram há cerca de um ano, e as duas são criadas por Eva, que vive de aposentadoria.
Ela conta que Janaína sempre quis visitar os avós paternos, que moram no interior de Goiás. No entanto, ninguém da família tem o endereço certo.
Quando fala do desaparecimento da neta, Eva chora, diz que está doente e cansada, e que não consegue dormir pensando se Janaína está bem. As meninas foram criadas na igreja, sempre estudaram, nunca deram problemas, mas agora tenho certeza que Janaína só volta pra casa se alguém trouxer, diz.
Ela conta que a neta tem um comportamento estranho quando está em casa. Parece um bichinho acuado, louco para fugir. Acho que ela precisa de um tratamento, afirma.
Sirlei, que está cursando o primeiro grau na escola do bairro, conta que viajou com a irmã em busca de emprego. Em Santos (SP), onde uma delas chegou a trabalhar de babá, diziam que foram para o litoral conhecer o mar.
Ela garante que apesar de andar mais de carona do que de ônibus, nunca foram molestadas. Só uma mulher de Santos, que chamou a Janaína para trabalhar em uma boate, ameaçou a gente, revela.Marcos NegriniSem notíciaA irmã de Janaína, Sirlei e a avó tutora, Eva Faria de Oliveira: paradeiro desconhecidoMarcos Zanatta





