Técnicos do Zoológico de Curitiba fizeram ontem de manhã, uma inseminação artificial em uma jaguatirica. É a terceira tentativa que o zôo faz para fertilizar essa espécie. As duas primeiras não tiveram êxito por erros na dosagem de hormônios ministrados à fêmea. Se a experiência der certo, o Zoológico de Curitiba terá o ajuste de dose hormonal necessária para a inseminação artificial de jaguatiricas, que poderá ser usado por zoológicos de todo Brasil.
Em todo mundo, existem 32 espécies de felinos. Todos, com exceção do gato doméstico, correm risco de extinção. Além de espécies de outros países, o zôo de Curitiba possui cinco espécies existentes no Brasil: a jaguatirica, gato-do-mato pequeno, gato-maracajá, puma e onça pintada.
Segundo o veterinário responsável pelo Zoológico, Manoel Javorouski, a expectativa com os resultados é grande. ''Os felinos grandes reproduzem facilmente em cativeiro. Já os pequenos, como são espécies que vivem isoladas, têm que passar por um período de aproximação do casal para haver o acasalamento, o que é muito difícil em cativeiro'', explica.
Para realizar a inseminação, foi usada a técnica de videolaparoscopia, que consiste no uso de uma câmera de vídeo e um monitor para avaliar as condições reprodutivas da fêmea. O procedimento foi feito em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Pontifícia Universidade Católica.
A fêmea, de 8 anos de idade, começou a ser preparada 40 horas antes, quando recebeu duas doses de hormônio para estimular a ovulação. Ontem cedo, os veterinários anestesiaram o macho, de 10 anos, e retiraram o sêmen. Por volta de 11 horas, com a fêmea anestesiada, os veterinários aguardavam, vendo pelo monitor, para saber quantos óvulos seriam liberados. A jaguatirica acabou liberando três óvulos e o sêmen aplicado bem próximo às trompas para maior garantia da fertilização. O resultado só será conhecido dentro de 70 dias.

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