Os catadores de lixo de Jacarezinho estão revoltados com a decisão da prefeitura de impedir o recolhimento de materiais recicláveis no aterro, desde a última segunda-feira. Eles alegam que não têm outra fonte de renda e que precisam do trabalho para sobreviver. Moradores vizinhos do ‘‘lixão’’ dizem que cerca de 15 pessoas deixaram de trabalhar por causa da proibição.
A catadora Rosimeire Amaro diz que conseguia ganhar um salário mínimo por mês com a venda de recicláveis. ‘‘A prefeitura impediu nosso trabalho e até agora só vem fazendo reuniões com a gente. Não sei o que vou fazer’’ - afirma. Isabel Leopoldo de Araújo conta que a prefeitura encaminhou cestas básicas para as famílias que trabalhavam no ‘‘lixão’’, mas ressalta que só isso não resolve o problema. ‘‘Como vamos pagar as contas de água e luz’’, desabafa.
Para a prefeitura, apenas cinco famílias dependem exclusivamente da comercialização de lixo. O prefeito José Antônio de Oliveira (PTB) afirma que vai manter a entrega de cestas básicas e diz que estuda a possibilidade de utilizar a mão-de-obra dos catadores através de uma associação. ‘‘Com o funcionamento da usina, vamos reunir os catadores para trabalhar no processamento do material coletado’’, explia. Segundo ele, a coleta seletiva e a reciclagem dependem do programa de conscientização da comunidade.
De acordo com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em Jacarezinho, a retirada dos catadores de lixo faz parte de um programa controle do aterro e reciclagem de lixo. O projeto prevê a instalação de uma usina de reciclagem e do aterro sanitário. Segundo o IAP, as obras estão na etapa final.

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