A metodologia e a preocupação com a inclusão foram decisivos para o cadeirante Cláudio Shimbori, 32 anos, voltar à sala de aula. Ele é o mais novo estudante do Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos Herbert de Souza, retomando os estudos interrompidos na 6 série. ''Tive que parar de estudar para trabalhar no Japão. Voltei há cinco anos e tinha vontade de estudar, mas sempre pensava nas dificuldades criadas pela falta de acessibilidade das escolas. Agora pretende continuar os estudos até me formar em uma faculdade de Informática', contou.
O também cadeirante Thiago Fagner de Souza Ramalho, 27 anos, revela que também está entusiasmado com as aulas. ''Voltei a estudar em março no CEEBJA para completar o segundo grau. Moro no Jardim Itapoá (Zona Norte) e tenho que pegar três ônibus para vir para escola e outros três para voltar. Mas vale a pena porque aqui nós somos muito bem tratados'', afirmou.
Mesmo quem não depende de atendimento especial faz questão de destacar a importância de aproveitar a oportunidade de concluir os estudos. ''Parei de estudar quando tinha 13 anos, porque tive que trabalhar fora para ajudar a família. Após três anos matriculada no CEEBJA vou concluir o Ensino Médio em breve e já me inscrevi para o próximo vestibular para cursar Gastronomia, que sempre foi meu sonho'', enfatiza a salgadeira Silvianete Giachetto, 43 anos. (M.R.)

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