Fernando Rodriguez, 52 anos, começou a se aventurar nas arenas na cidade do México, quando tinha 13 anos. Com uma bagagem de 39 anos realizando touradas, apresentações para platéias com até 100 mil pessoas e ‘‘pelo menos 1,5 mil touros mortos’’, para ele, longe de ser uma atividade cruel para os animais, a tourada não passa de um grande espetáculo.
‘‘Matar o touro é o grande objetivo do toureiro’’, diz, ressaltando que o clima da tourada começa quando o profissional está se preparando. ‘‘No momento de se vestir, o toureiro já começa a sentir medo. Na arena, os dois estão lá, frente a frente, e aí ou o toureiro mata o touro ou vice-versa. E dá uma satisfação muito grande quando a gente mata o touro, corta as suas orelhas e é carregado nos ombros pela multidão’’, conta.
Visitante constante do Brasil desde 1968, quando conheceu a mulher, já falecida, sempre sonhou em trazer as touradas para o Brasil. Ele conta que o município de Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba, já foi palco de uma apresentação sua, em 1978. ‘‘O estádio de futebol lotou e o povo gostou’’, garante.
Ele calcula que serão necessários investimentos de cerca de U$S 25 mil para seu empreendimento. Ele necessita de uma arena de 30 metros de diâmetro, arquibancadas, além de área para a manutenção dos animais. Outra preocupação é a escolha dos touros. Como o Brasil não possui a raça miura, usada na Espanha e México, ele teria de estudar as possibilidades com as espécies zebu e charolês, mais comuns no País.(M.G.)

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