Já foram retirados 1,2 mil litros de óleo
O chefe interino do escritório regional do IAP, Nelson Pereira Santos, reconheceu ontem que o vazamento de óleo pode ser de grande porte. Segundo ele, ainda não é possível classificar como desastre ecológico porque não se sabe a extensão dos danos. Não temos ainda a dimensão do fato. Sabemos que o lençol freático foi atingido, mas não sabemos qual a quantidade de óleo que vazou, nem há quanto tempo ocorreu, que áreas do córrego foram prejudicadas e muito menos quanto tempo levaria para recuperar tudo, explicou. Segundo ele, desde terça-feira, funcionários da Ipiranga já retiraram do córrego cerca 1,2 mil litros de óleo.
Santos disse que existe ainda a hipótese de que um acidente, ocorrido em janeiro, com vagões da América Latina Logística (ALL) pode ser o responsável pela contaminação do lençol freático. Isso, porém, só poderá ser confirmado após o estudo hidrogeológico.
De acordo com o chefe de segurança ambiental da Petróleo Ipiranga, Altair Eduardo Vasconcelos, que veio do Rio de Janeiro, será contratada, em regime de urgência, uma empresa para fazer a avaliação ambiental da área. Com esse estudo saberemos dizer com certeza de quem é a responsabilidade, afirmou.
Segundo ele, de acordo com sua avaliação inicial, a pluma de contaminação (área mais atinginda) se restringe ao trecho do ribeirão em frente ao pool, com o óleo brotando das minas mais próximas a ele. Isso é um indicativo que o vazamento pode ser do pool como também pode ser da AAL, explicou.
Segundo Vasconcelos, se houve um descarrilamento de trem com vazamento de óleo no início do ano, não seria difícil que o combustível tenha se infiltrado no solo atingindo o lençol freático. Como fez um tempo de seco e pelo distância a ser percorrida, esse óleo poderia estar somente agora atingindo as nascentes, disse.
Hoje devem chegar dois técnicos da Agência Nacional do Petróleo, que devem ajudar na investigação do vazamento.





