Num dos bancos da capela onde o grupo se reúne, uma mulher buscava a porta de entrada, insistentemente, com o olhar. Aparentemente aflita, Maria (nome fictício) chegou cedo à reunião e aguardava a vinda do filho de 17 anos. ''Ele disse que estava vindo, mas não sei onde ele está.''
A preocupação e a ansiedade são visíveis na mãe, que relata o problema do filho. ''Não sei mais o que fazer. Ele precisa de ajuda para se recuperar das drogas.'' Questionada se o problema é recente, ela afirma com tristeza: ''Meu filho fala que faz só um ano, mas eu acho que faz mais. Já busquei ajuda em todo lugar. Estou tendo muito apoio aqui''.
A mãe sabe que o tratamento para o filho vai depender dele e por isso busca apoio no grupo para orientar o jovem. ''Não adianta só eu querer. Ele também precisa querer muito sair dessa vida''. Não foi desta vez, mas a mãe não vai desistir. (M.O.)

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