Londrina

Dorico da SilvaMoradores do jardim Santo André reunidos na Prefeitura com o secretário de Obras, José Righi de Oliveira: acordo satisfaz moradores, mas eles adiantam que vão brigar também por asfalto nas ruas por onde passam os ônibusVinte anos depois de reivindicarem o asfaltamento do bairro, os moradores do jardim Santo André (zona sul) conseguiram, ainda que parcialmente, acertar com a Prefeitura uma solução para o problema. Ontem, uma comissão de moradores esteve na Prefeitura cobrando o benefício e tentando resolver o impasse criado pelos donos de duas propriedades rurais, localizadas no bairro, que não concordam com o pagamento pelo asfalto.
Recebidos pelo secretário de Obras, José Righi de Oliveira, e o auditor da Prefeitura, Kakunen Kyosen, os moradores, após muita discussão, concordaram com a proposta feita pela Prefeitura, de levar o asfalto somente para as ruas onde os moradores concordarem em pagar pelo benefício.
O asfaltamento do bairro será feito através do Plano Comunitário de Pavimentação, que estabelece o parcelamento do valor da obra em até 12 meses. Assim que estiver pago 30% do custo, a prefeitura iniciará as obras, bancando a diferença, até que os moradores terminem de quitar as parcelas. De acordo com Righi de Oliveira, cada morador deverá pagar parcelas mensais em torno de R$ 55,00. Para pavimentar os mais de 34 mil metros quadrados serão gastos R$ 272 mil.
O secretário disse que, assim que estiverem pagas três parcelas, ou caso os moradores decidam antecipar o pagamento, totalizando 30% do valor do asfalto, as obras no bairro terão início imediato. ‘‘Os moradores vão tentar resolver o problema com os donos das duas chácaras.’’
De acordo com a presidente do Grupo de Mulheres do bairro, Suzi Silveira Ribeiro, o Santo André reúne cerca de 500 moradores. Ela não considerou satisfatória a proposta de levar o asfalto somente para as ruas onde os moradores concordarem com o benefício. A proposta da Prefeitura não contempla as duas vias transversais, próximas às chácaras, sendo uma delas a rua por onde passam os ônibus. ‘‘Mas nós vamos brigar para que elas sejam asfaltadas’’, disse Suzi Ribeiro.
A líder comunitária disse que os moradores decidiram acatar a proposta feita por Righi de Oliveira por dois motivos: ‘‘Primeiro porque foram 20 anos de espera. E segundo, a Prefeitura mostra sua capacidade política e nós mostramos a nossa como moradores’’.

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