Ivaiporã tem única casa-lar do interior
Quando a diretora da Apae de Ivaiporã (Noroeste), Zuleika dos Santos Rezende, idealizou a casa-lar da instituição, o objetivo era oferecer aos alunos mais velhos a possibilidade de continuarem sendo cuidados após a morte dos pais. Uma demanda mais urgente, porém, acabou mudando o rumo do projeto. Hoje, a casa abriga cinco crianças e adolescentes entre seis e 23 anos. É a única do interior do Estado a ofertar esse tipo de acolhimento.
''São crianças abandonadas ou retiradas de famílias desestruturadas que ninguém quis adotar'', comenta a assistente social Érica Borzuk. Segundo ela, a diferença da casa em relação aos abrigos normais é que os internos não precisam se desligar da instituição após os 18 anos. ''De qualquer maneira, eles vão acabar envelhecendo aqui'', acredita.
Localizada em uma chácara, a casa-lar tem estrutura de uma residência comum. São três quartos, sala, cozinha e um amplo quintal onde também é cultivada a horta que abastece a escola. A responsável pela casa e pelos deficientes é a mãe social Cleuzeli Aparecida de Almeida, de 28 anos, que reside no local com o marido e recebe orientação e acompanhamento da equipe da Apae.
É ela quem faz os serviços domésticos e cuida dos moradores, alimentando-os, orientando a higiene, administrando medicamentos e assumindo todas as outras funções que seriam responsabilidade das famílias.
Cada um dos internos tem sua própria cama, roupas e a individualidade respeitada. A manutenção é feita com o Benefício de Prestação Continuada recebido pelos abrigados. De acordo com a diretora, o município demanda também uma casa-lar nos mesmos moldes para o público feminino. (C.A.)





