A Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Ivaiporã está enfrentando dificuldades porque a prefeitura cortou a ajuda que destinava para a instituição. Há cinco meses a Apae - que atende 190 crianças - deixou de dispor de um médico e um dentista. A prefeitura também deixou de ceder outros funcionários e suspendeu o auxílio com alimentação e combustível.
Preocupados com a situação, membros da diretoria da Apae procuraram ontem o promotor Leonardo da Silva Vilhena, buscando orientação sobre o que pode ser feito. Para a diretora da associação, Zuleica dos Santos Rezende, a lei que trata dos direitos das pessoas portadoras de deficiência e o decreto que regulamentou a coordenadoria para integração da pessoa portadora de deficiência incluem mecanismos que asseguram o atendimento aos excepcionais pelo poder público.
‘‘Trabalhamos com muita dificuldade para atender as 190 crianças e não dá para admitir que sejam discriminadas em seus direitos’’, diz Zuleica, lembrando que, por diversas vezes, a diretoria tentou uma audiência com o prefeito Pedro Papin (PTB), mas não foi recebida. A diretora informa que até uma relação contendo todos nomes e endereços das crianças atendidas pela Apae foi remetida à prefeitura. ‘‘Mesmo assim não conseguimos sensibilizar o prefeito’’, acrescenta.
Para tentar obter ajuda do poder público, a diretoria da Apae levou ontem pais e funcionários da instituição àreunião da Câmara. ‘‘Não somos contra ninguém, e sim a favor da causa do excepcional’’, destaca Zuleica. Ele relatou aos vereadores que a Apae precisa do apoio da prefeitura para a compra de remédios de uso contínuo, execução de reparos e pequenas obras, gastos com exames, radiografias e combustível, entre outras despesas. ‘‘Sempre tivemos ajuda do município e esperamos poder continuar dispondo desse apoio’’, argumenta a diretora.
O prefeito Pedro Wilson Papin (PTB) negou ontem que esteja discriminando a Apae. Ele alegou que pediu um prazo e um pouco de paciência à diretoria da Apae. Ele disse que já cedeu um motorista e também doou pneus para dois veículos da Apae.
Segundo Papin, nos próximos dias deve ser iniciada a reforma de um imóvel, solicitada pela instituição.
Quanto à suspensão dos serviços que eram mantidos com um médico e um dentista, o prefeito argumentou que os postos de saúde também estão à disposição da Apae. ‘‘No momento não temos como dispor de profissionais para atendimento exclusivo da entidade’’, afirmou. Papin disse que não pretende discriminar a instituição, mas admitiu que tem restrições em relação à diretora da Apae, Zuleica dos Santos Rezende.

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