Ivaí reduz policiamento por falta de combustível
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2001
Denise Angelo De Ponta Grossa 
O município de Ivaí (89 quilômetros a oeste de Ponta Grossa) está sem policiamento militar motorizado. O posto da PM paralisou suas atividades na quinta-feira, por falta de combustível e outros recursos. Dos nove policiais que garantiam a segurança dos 16 mil habitantes, seis foram embora.
A crise começou quando o prefeito reeleito, Jorge Sloboda (PFL) deixou de ajudar a corporação com combustível, pagamento do aluguel da casa onde funcionava o posto e custeio de água, luz e alimentação. Sloboda alega que tomou essa atitude por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que proíbe que as prefeituras mantenham despesas não firmadas em convênios.
Com a alimentação dos nove policiais, a prefeitura gastava cerca de R$ 200,00 mensais. O aluguel da casa girava em torno de um salário mínimo. Essa conta não foi paga em janeiro. Com combustível, o prefeito não soube precisar quanto a prefeitura vinha gastando.
Os comerciantes da cidade estão preocupados, principalmente, com os atos de vandalismo, que estariam aumentando. Com a notícia de que estamos sem policiamento, a tendência é que a situação se agrave, acredita o presidente da Associação Comercial e Industrial de Imbituva, Marcos Marcelo Messias Comineli. O próprio Comineli, dono de um supermercado, sofreu a ação de vândalos, que quebraram os vidros de seu estabelecimento.
O comando do 1º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Ponta Grossa, admite os problemas em Ivaí, mas garante que o policiamento continua sendo feito, a pé. O efetivo da PM em Ivaí foi reduzido porque dois policiais que trabalhavam naquele município foram excluídos da corporação, por envolvimento com irregularidades. Esta semana, de acordo com o comando, outros profissionais serão destacados para a cidade, devendo normalizar o quadro de policiais.


