A diminuição da camada de ozônio em algumas partes do planeta, o aumento do número de casos de câncer de pele e a falta de precaução das pessoas levou a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) a distribuir gratuitamente pela internet o Índice de Ultravioleta (IUV). A intenção é alertar as pessoas para o risco da exposição solar excessiva e estimular o governo a incluir este tipo de informação nas campanhas de saúde pública.
Desde segunda-feira, a Folha de Londrina/Folha do Paraná está divulgando o IUV na última página do Caderno Cidades. Trata-se de um quadro que indica o tempo máximo de exposição ao sol para os seis fototipos de pele existentes no Brasil. Por enquanto, ele leva em conta apenas o horário do meio-dia, com céu claro e sem nuvens. ‘‘Estamos trabalhando para aprimorar o modelo e oferecer a informação precisa em qualquer hora do dia e estação do ano’’, adiantou o professor Luiz Francisco Maia, do Departamento de Meteorologia da UFRJ. Ele e o professor Gutemberg Borges França passaram o ano de 1999 elaborando o IUV que está à disposição desde o dia 23 de março do ano passado. O serviço contempla todas as cidades do País e pode ser conhecido pelo site (www.ufrj.br).
Para oferecer esse serviço, os professores tiveram o apoio da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Associação Nacional dos Municípios e Meio Ambiente, prefeitura do Rio de Janeiro, Comissão Nacional de Atividades Espaciais da Argentina e da NASA. O IUV é atualizado diariamente a partir das informações do satélite Earth Probe que monitora a camada de ozônio da Terra desde agosto de 96. Com base na retrospectiva desse aparelho, Maia e França constataram que Goiânia e Brasília são as capitais brasileiras com maior incidência dos raios ultravioleta do tipo B (mais perigosos).
Nos sites da SBD, Natura e Climatempo os internautas também terão acesso ao IUV. Nos países desenvolvidos, este índice já é distribuído pela mídia há muito tempo. É através dela que o alerta chega a maior parte da população. Por isso, a UFRJ em parceria com o Ministério do Meio Ambiente está tentando convencer o governo federal a utilizar o IUV nas campanhas de utilidade pública do próximo Verão.

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