Itapoá-SC pode construir porto
Itapoá-SC pode construir porto
Luiz Taques
Londrina
Os paranaenses podem decidir o destino financeiro de uma cidade catarinense: no próximo dia 12, será realizada em Itapoá uma audiência pública para discussão do Relatório de Impacto Ambiental (Rima) do Terminal Portuário de Itapoá. A audiência está sendo convocada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente de Santa Catarina.
Vai ser um porto maior que o de São Francisco do Sul e que vai nos trazer progresso, diz o prefeito de Itapoá, Ademar Ribas do Valle (PPB). As obras para a construção do porto, segundo o prefeito, vão significar investimentos de R$ 40 milhões.
Turismo e Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) são as principais fontes de receita de Itapoá, pequeno município localizado no litoral Norte de Santa Catarina, que possui doze mil habitantes, 250 quilômetros quadrados de território e 215 funcionários públicos. Este ano, por exemplo, a Prefeitura está arrecadando R$ 7 milhões só de IPTU. Em torno de 80% desse montante estão sendo desembolsados por paranaenses.
Dos 46 mil imóveis cadastrados na Prefeitura, mais de 32 mil pertencem a moradores da Região Metropolitana de Curitiba e do Norte do Paraná, informa o prefeito de Itapoá, Ademar Ribas do Valle (PPB).
De outro lado, estão as pessoas preocupadas com as consequências desse investimento. Temos informações que o porto vai provocar muita poluição naquela região, argumenta Maria Izabel Garcia Lopes, de Apucarana, proprietária de um imóvel em Itapoá.
São uns poucos que são contra a construção do porto, assegura o prefeito. O empresário curitibano Rubens Carvalho, presidente da Associação dos Moradores e Amigos do Pontal da Figueira, disse ontem que a associação já contratou dois advogados para contestar o Rima preparado pela empresa que pretende construir o porto em Itapoá. A exploração de madeira é a principal atividade dessa empresa. A poeira do pinus que vai passar pela esteira antes de ser embarcado e vai atingir toda a cidade. E a resina do pinus também vai contaminar a mata da região, salienta Carvalho. Inúmeros imóveis vão ter significativa desvalorização com a construção desse porto, acredita ele.





