Itaperuçu vai decretar estado de calamidade
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terça-feira, 05 de dezembro de 2006
Flora Guedes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Prefeitura de Itaperuçu vai decretar estado de calamidade pública nos próximos dias. Isso porque no ato de vandalismo, ocorrido na última sexta-feira à noite, após assassinato de uma adolescente de 15 anos, um grupo de pessoas depredou a Câmara de Vereadores, a delegacia, o módulo da Polícia Militar, uma agência bancária e a prefeitura.
Neste último prédio, praticamente tudo foi destruído ou roubado, incluindo os computadores, automóveis, ambulância e telefones. Não sobraram nem os vasos sanitários e lâmpadas do edifício. Quem informa é o vereador Mário Truqueis (PTN), líder da bancada do prefeito na Câmara. De acordo com ele, a cidade que possui mais de 20 mil habitantes e renda per capita inferior a R$ 100, precisa de reforço na segurança. Um único delegado é responsável por cinco municípios: Itaperuçu, Rio Branco do Sul, Doutor Ulysses, Cerro Azul e Campo Magro. A cidade dispõe apenas de oito policiais, que se revezam em duplas, a cada turno.
''A segurança aqui não é boa. Por se tratar de uma cidade dormitório, passa muita gente estranha. Não temos controle sobre isso'', observa Truqueis, dizendo que a família da garota quis fazer um manifesto tranquilo, pedindo mais segurança, no entanto, se misturaram pessoas com outros interesses que provocaram os estragos.
O prejuízo ainda será levantado pela Secretaria de Obras Públicas do Estado. No momento, apenas o posto de saúde e as escolas públicas permanecem funcionando. Ontem, não houve expediente na prefeitura, e os funcionários convocaram voluntários para um mutirão. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), o governo cedeu uma ambulância e um automóvel para a área de Saúde, além de dois outros veículos para o transporte escolar e reforçou a segurança com oito policiais militares.
A delegacia que ficou com as janelas, portas e mesas quebradas, já teve os estragos reparados e aguarda que, ainda hoje, uma equipe da Polícia Civil providencie o conserto do computador ou ceda um novo para a unidade.
A Sesp informou que embora algumas pessoas tenham sido presas como suspeitas de participarem da depredação, já foram liberadas porque ainda não há provas para incriminá-las. O delegado titular optou por não se pronunciar para não prejudicar o andamento das investigações.


