Curitiba
O setor produtivo brasileiro tem de atingir os padrões de qualidade internacional para se tornar competitivo. No Brasil as inovações tecnológicas ainda não são suficientes para fazer frente ao mercado globalizado. A avaliação é do embaixador Carlos Alberto de Azevedo Pimentel, chefe do Departamento de Cooperação Científica, Técnica e Tecnológica do Itamaraty.
Ele está em Curitiba participando do ‘‘Seminário de Cooperação Técnica, Científica e Tecnológica: O Processo Internacional e a Interação Universidade-Empresa’’, promovido pela Universidade Federal do Paraná e pelo Instituto Euvaldo Lodi.
O papel do Itamaraty nesse processo é buscar no Exterior parcerias adequadas para atender a demanda das pesquisas. ‘‘As universidades devem ditar as políticas que deveremos seguir para firmar parcerias internacionais’’, disse Pimentel.
Para ele, a globalização é também dos homens, não só dos mercados. ‘‘Na maioria dos países da Europa e nos Estados Unidos, as empresas ditam suas necessidades e as universidades suprem a demanda de pesquisa, recebendo por esse trabalho’’, esclareceu.
Com as mudanças de paradigmas, explicou o embaixador, devemos discutir como a universidade brasileira pode contribuir para o salto tecnológico indispensável à competitividade internacional do produto brasileiro.
Na visão do diretor geral do Escritório de Relações Externas da UFPR, Antônio Gondim de Andrade e Silva, a globalizaçãao deu um choque nas universidades e nas empresas.
O representante do Fórum Permanente das Relações entre Universidade e Empresa, Carlos Vogt, disse que muitas coisas já começaram a ser feitas. ‘‘Mas há necessidade de atualização constante para alcançar o domínio tecnológico’’. Ele diz que não podemos continuar comprando tecnologia sucateada. ‘‘Temos que identificar os nichos de mercado e imprimir a marca Brasil’’, sugere.

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