Brasília - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse ontem de manhã, ao deixar o Palácio do Alvorada, que o executivo vai publicar segunda-feira uma portaria explicando o que será feito para solucionar a questão da identificação dos turistas americanos nos aeroportos brasileiros.
Segundo Amorim, o objetivo da portaria é estabelecer um procedimento de segurança com base no princípio de reciprocidade. Ele informou que o texto do documento seria divulgado ainda ontem pela Assessoria de Comunicação do Itamaraty. Acrescentou que amanhã, no México, na Reunião da Cúpula Extraordinária das Américas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve conversar sobre esse assunto com o presidente americano George W. Bush. ''É possível essa conversa entre os dois, pois queremos a integração das américas'', disse Celso Amorim. Ele admite que tem que ser encontrada uma solução para esta questão, priorizando o respeito ao cidadão de todos os países.
A partir desta semana, a Polícia Federal pretende começar a usar aparelhos eletrônicos para tomar as impressões digitais dos cidadãos americanos que desembarcam no país. A medida vai reduzir o tempo de identificação dos passageiros e deverá diminuir, portanto, o problema das filas de entrada nos portos e aeroportos.
Segundo o diretor-executivo da PF, delegado Zulmar Pimentel, o projeto está mais adiantado no Aeroporto Internacional de Guararapes, no Recife, onde um convênio vai permitir que a PF use equipamentos da Secretaria de Segurança Pública do Estado. A Infraero também informou que dois equipamentos da Polícia Civil que estavam em Recife serão deslocados para os dois principais aeroportos do País Rio de Janeiro e São Paulo.
A intenção, segundo Pimentel, é usar esse tipo de aparelho em todos os portões de entrada de estrangeiros do País. ''Estamos tentando equacionar esse problema o mais rápido possível'', disse. Segundo ele, existem vários tipos de equipamentos que podem ser usados na identificação dos americanos.
O País, no entanto, dispõe de métodos mais avançados de identificação, com softwares desenvolvidos por brasileiros. A tecnologia permite a tomada eletrônica de digitais por meio de scanner, sem uso de tintas. Um banco de dados armazena as informações, sem riso de perda de cartões. Todo o cadastramento, incluindo foto, não demora mais que 45 segundos.

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