Valmir Denardin
De Foz do Iguaçu
Itaipu, a maior hidrelétrica do mundo, começou em 8 de novembro do ano passado a reduzir o volume de água de seu reservatório para aumentar em 12%, em média, sua produção e socorrer as demais usinas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, afetadas pela seca.
Prevista para durar apenas dez dias, a operação é mantida até hoje. No período mais crítico de estiagem, no início de janeiro, o volume do reservatório chegou a ficar até cinco metros abaixo do normal. Ontem, em decorrência das chuvas das últimas semanas, essa marca havia sido reduzida para menos de dois metros abaixo do normal.
A principal consequência do rebaixamento foi o fracasso da temporada de verão nas oito praias artificiais do lago. As prefeituras e o governo do Estado esperavam um público de 500 mil banhistas. Sem água, o movimento caiu 70%. Além disso, pescadores denunciaram que teria havido morte de peixes pela redução do oxigênio na água. Itaipu sempre negou essa acusação.
Segundo a assessoria de imprensa da binacional, a previsão é que o lago atinja os 210 metros – nível normal – entre os meses de maio e junho. Também está prevista para aquele período a suspensão da operação de socorro às demais usinas do sistema integrado.