Itaipu debate mexilhão
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 03 de julho de 2003
Alexandre Palmar<br>Equipe da Folha 
Foz do Iguaçu Uma pequena espécie de molusco levou a maior hidrelétrica do mundo, a Itaipu Binacional, a promover o 1º Encontro Sul-Americano de Integração de Ações para Controle do Mexilhão Dourado. O evento reúne hoje especialistas brasileiros, argentinos e paraguaios em Hernandárias, município vizinho de Ciudad del Este, com objetivo de evitar danos a usina.
O mexilhão prolifera no lago. Como se reproduz rapidamente, pode obstruir tubulações de captação de água, afetar sistemas de abastecimento de água potável, obstruir sistemas de drenagem de águas pluviais, o que pode aumentar a incidência de enchentes. E ainda causar prejuízos aos motores de embarcações e filtros e sistemas de resfriamento em hidrelétricas.
Segundo a usina, a presença do Limnoperna fortunei (nome científico do mexilhão) no reservatório ''mas exigiu atenção redobrada na manutenção das unidades geradoras''. A usina binacional de Yacyretá (Paraguai e Argentina) que, conforme a assessoria de imprensa de Itaipu, é uma das vítimas constantes do mexilhão.
Além de debater as consequências e ações adotadas na Itaipu, técnicos de empresas de eletricidade, saneamento e entidades ambientais discutirão os aspectos ambientais e biológicos do molusco no lago Guaíba. A pauta inclui debate sobre as ocorrências, consequências e ações adotadas.


