'Isso dá cadeia'
As palavras do diretor de Vigilância Sanitária do município de Londrina, Rogério Lampe, são claras: ''O comércio de Cytotec é ilegal. Isso dá cadeia''. Segundo ele, cabe à Vigilância Sanitária fiscalizar o comércio lícito de medicamentos. Na questão da comercilização de produtos abortivos no Camelódromo, o caso passa a ser de polícia.
''Nos colocamos à disposição da polícia para fazer a parte técnica. Damos o respaldo a eles. Trata-se de um crime, e crime grave. Posso dizer que a Vigilância Sanitária vai fazer a rastreablidade do medicamento. Se ele estiver chegando até lá (no Camelódromo) por meio de uma distribuidora, vamos tomar as providências legais. Porém, se for contrabando, é caso de Polícia Federal. É tráfico internacional de drogas'', ressaltou.
No entanto, Lampe opinou que o Cytotec adquirido pela reportagem da FOLHA é trazido de fora do Brasil. ''Com certeza, é importado, pois os hospitais só podem usar com autorização expressa da Vigilância Sanitária. Inclusive é preciso ter publicação no Diário Oficial do município, permitindo ao hospital utilizar a substância. O produto adquirido pela reportagem pode até ser falsificado, pois em 90% dos casos que já vimos de falsificação, os remédios envolvidos eram contrabandeados'', comentou
A hipótese de que os comprimidos entrem ilegalmente no Brasil é reforçada pelos inúmeros comentários em comunidades relacionadas ao Cytotec no site de relacionamentos Orkut. Usuários do site discutem sobre como adquirir o abortivo e comentam sobre as variações de Cytotec, todas falsificadas, que são trazidas do país vizinho.
Outros sites, embora sem nenhum caráter oficial, também revelam dados de contrabando do Cytotec. (W.S.)





