Resguardo. O termo é antigo e o hábito praticamente não existe mais. Mas se no ''mundo moderno'' não há mais tempo para se resguardar, é preciso pensar em não transmitir doenças para outras pessoas. Crianças, nas escolas, são as maiores vítimas de doenças como varicela, a conhecida catapora, conjuntivite e viroses.
®MDNM¯ O pediatra Álvaro Luiz de Oliveira, de Londrina, explica que a varicela ou catapora é a doença de infância de mais fácil transmissão. Isso porque há entre a população o conceito de que quando as feridas estão secando, não se transmite mais a doença. O que, segundo Oliveira, é um conceito errado. ''Por isso, todo ano, há epidemia de varicela, principalmente nesse período, final do inverno e início da primavera'', afirma.
Ele explica que a transmissão ocorre em todas as fases da doença, desde a erupção das ''bolinhas'' até quando elas secam e ficam só as ''casquinhas''. E é preciso que nesse período, de sete a dez dias, a criança fique isolada para não transmitir a doença. ''Se a criança usa um elevador, por exemplo, e caem casquinhas, o ambiente fica contaminado'', ressalta.
Apesar de ser uma doença benigna, sem maiores consequências, a catapora pode ser perigosa para crianças com a imunidade baixa, ou fazendo tratamento de doenças mais graves, como a leucemia.
Da mesma maneira é possível evitar a transmissão da conjuntivite, seja viral ou bacteriana, com o isolamento. Segundo o pediatra, a criança só deve voltar à escola depois de 48 horas do uso do colírio para tratamento da doença ou depois que a secreção no olho acabar.
Outra situação que exige cuidados são as viroses, que causam vômito, diarréia e febre. O pediatra explica que, quando a diarréia é causada por rotavírus, a criança tem que ficar isolada por pelo menos 48 horas, até que sintomas melhorem, para não transmitir a doença. A própria recuperação depende disso: ''organismo doente pede repouso''.

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