Da Redação
A Cooperativa de Trabalhadores da Região Oeste de Londrina (Cooperoeste), que realiza o serviço de separação e comercialização de lixo reciclável, poderá parar de funcionar temporariamente a partir de hoje. O motivo é o atraso na transferência da sede cooperativa para o terreno cedido pela prefeitura, localizado naquela região.
A cooperativa vinha funcionando há dois anos em um terreno alugado na Gleba Cafezal, mas o proprietário pediu a área de volta. O presidente da cooperativa, Altino José de Goes, informou que há cerca de três meses, a Câmara de Vereadores aprovou projeto de lei do Executivo cedendo uma área para abrigar a Cooperoeste. ‘‘Pretendíamos construir o barracão e fazer a transferência, mas não deu tempo’’, lamentou.
Enquanto o problema não é resolvido, Altino Goes informou que o lixo reciclável e o material de construção da nova sede serão transferidos para um terreno cedido por amigos. A mudança teve início ontem e deve ser concluída hoje.
O diretor-técnico da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), Ezio de Pádua Fonseca, informou que o processo de autorização de funcionamento da cooperativa está tramitando no órgão. Segundo ele, para atuar, a cooperativa precisa cumprir várias exigências, como adotar técnicas para evitar o mau cheiro e proteger o material coletado.
A Cooperoeste trabalha com o lixo recolhido pelo Projeto Coleta Seletiva, da AMA. Parte do material (plástico, papel e vidro, entre outros) coletado nas ruas é enviado para a cooperativa. Os 21 associados se encarregam de separar e comercializar os objetos. Segundo ele, cada cooperado ganha cerca de R$ 100,00 por mês com o serviço.