Marta Regina e Maria Madalena de Sá nasceram prematuras (entre o sétimo e oitavo mês de gestação), na noite de 14 de julho de 1970, na Santa Casa de Londrina. Elas nasceram pesando, juntas, 3,9 quilos. O ginecologista João Fernando Góis, que fez o parto, ficou surpreso ao constatar que eram siamesas ligadas pelo períneo e ligadas à mãe por um único cordão umbilical.
A operação para separar as duas aconteceu no dia 6 de janeiro de 1971, na Santa Casa, e a equipe foi chefiada pelo cirurgião José Maria Pereira de Rezende. Ele lembra que o caso era considerado bastante raro e que, mesmo sem as condições que a medicina oferece hoje, a operação foi considerada um sucesso, já que as duas sobreviveram.
Em seguida, foram feitas cirurgias de reconstituição e corretivas nas pernas. Nos primeiros anos, as gêmeas viveram na Santa Casa, assistidas por José Maria e pelo médico Toshio Ygarashi. Em seguida, elas foram para o Hospital da Cruz Vermelha, em São Paulo, e, mais tarde, para uma creche. Até alguns anos, elas viviam com a mãe, em uma casa na rua Castanheira. no jardim Leonor (zona oeste). O pai abandonou a família depois do nascimento das gêmeas.
José Maria Rezende estava viajando e conta que ficou sabendo da morte de Marta Regina ontem à tarde, depois do enterro. ‘‘Isso me entristeceu muito porque sempre acompanhei o caso’’, relata. Ele lembra que também ajudou no parto de Maria Madalena, junto com o médico Antônio Rosseto. Toshio Ygarashi acompanhou o enterro, realizado no cemitério jardim da Saudade (zona norte).
(Lucília Okamura)

mockup