Milton DóriaInvestimentoAylton Shigueoka foi buscar capital para aplicar na agricultura e fez plantio de café adensadoOs irmãos Shigueoka, com propriedade rural na Seção Palmital, em Assaí, são referências tanto no campo quanto na cidade. Eles se destacam principalmente quando a conversa é sobre pessoas que foram para o Japão com objetivos definidos.
No início dos anos 90, os Shigueoka compraram terras no Mato Grosso e se descapitalizaram. O sítio da Seção Palmital era insuficiente para gerar capital de giro para a fazenda adquirida. Foi então que os irmãos decidiram: Armando, o mais velho, permaneceu em Assaí trabalhando na atividade agrícola; Luiz, o do meio, e Aylton, o mais novo, foram para o Japão, onde permaneceram por um ano e cinco meses. ‘‘Fomos buscar capital, porque sem dinheiro não tínhamos como tocar a fazenda’’, diz Aylton.
Segundo ele, além de acumular o suficiente para investir na fazenda de Mato Grosso, foi possível trazer do trabalho como dekassegui recursos para a construção de uma casa e algumas benfeitorias no sítio. Com o dinheiro do Japão os Shigueoka também implantaram na propriedade de Assaí o plantio de café no sistema adensado. São 160 mil pés de café já plantados e planejam executar mais duas etapas para a formação da lavoura cafeeira, com mais 50 mil pés por ano.
‘‘Tem pessoal que volta do Japão, compra sítio, arrenda a área e vai de novo embora para trabalhar como dekassegui’’, diz Aylton. ‘‘Tenho parentes que estavam endividados, foram para o Japão, acertaram as contas e decidiram que vão ficar por lᒒ, acrescenta.
Aylton nasceu em Assaí e lembra que, quando adolescente, a concorrência dos nipo-brasileiros era forte nas competições de atletismo realizadas na cidade. ‘‘Hoje não, um bom número de jovens está no Japão’’.

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