Irmãos entram na frente do touro para salvar os peões
Se alguém perguntar pelos irmãos Deusicler e Antônio Carlos Damaceno, certamente não vai encontrar. Mas se perguntar por Django e Meio Quilo todo mundo sabe a resposta. Eles são os salva-vidas dos rodeios. Os responsáveis por livrar o peão do apuro depois da queda. Se for preciso até entram na frente do bicho.
Filhos de um casal de toureadores de circo, são conscientes do risco que correm. ''A gente sabe que vai entrar na arena, mas não sabe se vai sair'', diz Django. Eles recebem de R$ 2 mil a R$ 3 mil por rodeio.
Os irmãos explicam que atualmente a profissão de salva-vida é levada muito a sério. Eles já não são chamados de palhaços e nem se vestem mais como os personagens circenses. Mesmo assim, as roupas não deixam de ser alegres. O traje é uma mistura de comboy com jogador de futebol, com direito a chapéu, meião e caneleira.
Não sabem quantas vidas já salvaram, mas contam que recebem poucos agradecimentos daqueles que salvam. ''É difícil alguém nos agradecer, mas a gente nem espera agradecimento. Estamos aqui para isso, é o nosso trabalho'', finaliza Meio-Quilo.





