Na casa da analista de sistemas Tânia Mara Torrecillas Gil, os filhos Ana Paula, 14 anos e Luiz Otávio, 13, não têm privilégios inerentes à idade. ''O fato deles terem pouco mais de um ano de diferença ajuda bastante na hora de educar, pois um filho muito mais novo exigiria mais atenção da nossa parte e poderia gerar disputa. Mas meu marido e eu sempre procuramos torná-los o mais unidos possível e isso seria mais fácil se fossem educados com as mesmas regras'', conta Tânia.
As tarefas de casa também fazem parte das responsabilidades. Tânia conta que procura não fazer distinção nem por idade nem por sexo. Se um lava a louça do almoço, o outro lava a da janta. Também é reservado um tempo para cada um poder fazer suas atividades e conversar com os pais em particular.
Para os adolescentes, no entanto, tanto cuidado ainda é insuficiente. ''Ele é mais protegido por ser caçula sim. Eu faço algo errado e levo um castigo do mesmo tamanho do dele, que fez algo pior'', reclama Ana Paula. O irmão, claro, contesta e acha que a irmã é quem tem privilégios.
Na casa da família Sopelsa Ortiz, Izabela, de 9 anos, há três meses ganhou o irmão Pedro. Segundo a mãe, a professora Edna Bau Sopelsa, mesmo com os cuidados que o caçula exige, a menina tem reagido bem, já que foi inserida nas atividades do bebê e também tem seu espaço reservado. (E.G)

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