A loja de autopeças Motoralba de Itajaí (SC) foi fechada ontem pela Polícia Civil do município, que apreendeu peças de veículos lixadas e sem comprovação de origem. No local, foi preso em flagrante o empresário Valdoir P. M., irmão de P. P. M. – considerado um dos principais empresários da área de desmanche de carros roubados no Paraná. Ambos foram citados para indiciamento no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Nacional do Narcotráfico por suposto envolvimento com o crime organizado, roubo de cargas e lavagem de dinheiro.
A loja de desmanches de Itajaí estava sendo investigada há mais de um mês pelo Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco) – órgão vinculado à Promotoria de Investigações Criminais (PIC). ‘‘Estava claro para nós que, desde que as lojas em Curitiba foram fechadas, M. transferiu parte de seus negócios para Santa Catarina’’, disse o comandante do Gerco, tenente Elias Ariel de Souza.
Valdoir P. M. ficará preso na Delegacia de Itajaí e deverá responder inquérito pelos artigos 180 e 311 do Código Penal, que tratam sobre a receptação e a adulteração de veículos roubados. O inquérito será presidido pelo delegado Sérgio Maus.
Para o promotor de Investigações Criminais, Fábio Guarani, que acompanha as investigações de desmanche de veículos no Paraná, a prisão do irmão de M. é um elemento a mais para o recurso impetrado junto ao Tribunal de Justiça e que pede a prisão preventiva de P. M.. ‘‘Ao negar a prisão de M. na primeira instância, foi dada a justificativa que o empresário não era mais um risco para a sociedade por ter suas lojas todas fechadas. No entanto, fica comprovado que ele continua sendo lesivo para a sociedade não apenas paranaense mas também de Santa Catarina’’, argumentou. ‘‘Agora temos um elemento a mais. E este elemento é uma prova cabal’’, concluiu.
A Folha procurou ontem o advogado de M., Osmann Arruda, mas não conseguiu localizá-lo.

mockup