Curitiba
O aposentado Joaquim Tavares Pereira embarca hoje à tarde para buscar seu irmão, João Acácio Pereira da Costa, o Bandido da Luz Vermelha, em São Paulo. A partida é às 15h45, no aeroporto de Joinville (SC), a aproximadamente 80 quilômetros de Guaratuba, Litoral do Paraná, onde vive. ‘‘Lá eu vou negociar uma ajuda com as emissoras de TV interessadas em contar a história dele, que sai da cadeia sábado’’, revela.
Segundo Tavares, a passagem de ida vai ser paga pelo jornal ‘‘A Notícia’’, de Joinville. Ele diz ter propostas de auxílio das Redes Manchete e Bandeirantes de Televisão. ‘‘Já ofereceram tratamento psiquiátrico para meu irmão e até ajuda financeira, tudo em troca de uma entrevista exclusiva conosco’’, conta o aposentado. Conforme ele, a negociação com as emissoras foi aconselhada pelo advogado do ‘Bandido da Luz Vermelha’, José Luiz Ribeiro.
‘‘Vou fazer uma espécie de leilão: quem der mais, ganha a entrevista’’, anuncia o irmão do criminoso mais temido no País entre 1961 e 1967, que deixa amanhã a Penitenciária do Estado de São Paulo. O Ministério Público ainda tentou evitar - sem sucesso - que Acácio saísse da prisão através de uma ‘‘medida de segurança’’. Isso permitiria que o ‘Bandido da Luz Vermelha’, há 30 anos na cadeia, fosse internado em um sanatório.
Acácio pode escolher entre morar com seu único irmão, no balneário de Coroados, em Guaratuba, ou ser amparado por um sobrinho de Joinville. Sua internação seria a terceira alternativa. O ‘Bandido da Luz Vermelha’ foi condenado a 351 anos de reclusão por 88 crimes (assassinatos, tentativas de homicídio e roubos). Ele vai ganhar a liberdade porque o Código Penal proíbe que o condenado passe mais de 30 anos na cadeia.

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