Arquivo particularA vítimaHumberto: morto por um fugitivoO corpo do advogado e agropecuarista Humberto João Franchello, 62 anos, foi sepultado ontem, às 14 horas, no cemitério São Pedro, área central de Londrina. Ele foi assassinado com vários tiros, na terça-feira, em Indianópolis (a 65 quilômetros de Umuarama, Noroeste do Estado). A vítima era irmão do advogado Carlos Antonio Franchello, ex-vice-prefeito da Cidade e ex-presidente do Londrina Esporte Clube (LEC).
O delegado de Rondon (onde Humberto Franchello morava há 30 anos), Manoel Francisco Gordo, informa que o acusado do assassinato, Hélio Ferreira de Lima, 30 anos, já está detido. Segundo o delegado, no dia do crime, Hélio e a vítima foram até uma propriedade rural de Franchello, que fica em Indianópolis - distante cerca de 11 quilômetros de Rondon.
‘‘Chegando lá, eles entraram em luta corporal e o Hélio acabou dando três tiros na cabeça dele e jogou o corpo em um buraco nas proximidades’’, explica o delegado. Segundo ele, esta é a versão contada pelo acusado. Hélio deu sua versão para o motivo do crime. Ele disse que contratou o advogado para um serviço a ser feito no Fórum, pagou, mas Franchello não teria tomado nenhuma providência. ‘‘Ele dizia que o advogado pegava dinheiro e não fazia nada.’’
Os familiares da vítima, no entanto, afirmam que o acusado devia dinheiro para o advogado - Hélio Lima era inquilino de Franchello. Parentes do advogado contam ainda que várias jóias desapareceram da casa da vítima. O crime só foi descoberto porque, segundo o delegado, durante a confusão, Hélio Lima acabou levando um tiro no braço e foi se medicar no hospital de Indianópolis, que comunicou o fato à delegacia da cidade. ‘‘Ao ser questionado, ele acabou confessando o crime’’, afirma o delegado Manoel.
O corpo do advogado foi encontrado anteontem por policiais de Rondon em um buraco cuja profundidade era de mais de 150 metros, segundo o delegado. Hélio Lima está detido na cadeia de Paranavaí, de onde era fugitivo. ‘‘Ele estava em Rondon há cerca de dois meses, mas não sabíamos que era fugitivo.’’
Franchello era separado e não tinha filhos. Além de Antonio Carlos, ele deixa os irmãos Yolanda, Mafalda e Vitório.
O delegado informa que Franchello era considerado um dos pioneiros de Rondon. ‘‘O crime chocou a cidade’’, diz Manoel Gordo.

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