O pedreiro Adeildo Aparecido Patrocínio foi a oitava vítima da falta de UTIs em Maringá. Ele morreu no dia 21 de março deste ano no HU, enquanto aguardava vaga para UTI e neurocirurgia. Ele foi agredido pelo companheiro de jogo de sinuca, Claudemir Santos, no bairro Jardim Hortência, e teve traumatismo craniano.
A viúva Adelaide Andrade entrou com ação na justiça contra o HU, argumentando que o marido foi mal atendido no hospital e pedindo indenização de R$ 50 mil. O superintendente do HU, Paulo Roberto Donadio, mostrou à imprensa que o paciente foi radiografado e medicado normalmente, mas como não havia vaga em UTI nos hospitais conveniados (particulares) ao SUS ele morreu.
A irmã de Adeildo, Adilene Aparecida Furtado, 23 anos, procurou a direção do HU ontem para contestar a cunhada Adelaide. Ela mostra que a ação judicial ataca o alvo errado. ‘‘Nós fomos bem atendidos no HU. Ela está processando o hospital apenas para ganhar dinheiro, por causa de R$ 50 mil’’.

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