Depois de passar duas noites na cadeia de Guarapuava, dividindo a cela com homicidas e traficantes, a irmã Anilse Terezinha Bianchini, 58 anos, conseguiu uma prisão especial. Ela foi transferida na quarta-feira para o Corpo de Bombeiros. No novo cárcere, a religiosa tem um quarto só para ela e espaço para caminhadas, conforme a recomendação médica.
O delegado da 14ª Subdivisão Policial, Lino Lopes, encaminhou à 1ª Vara Criminal um pedido de transferência, alegando que na carceragem não havia condições da irmã cumprir as recomendações médicas.
Os advogados de defesa de Anilse também juntaram ao processo um diploma de curso superior, o que garantiu à irmã o direito à prisão especial. A religiosa é acusada pelo Ministério Público de intermediar adoções feitas irregularmente - ilegalidade que ela já assumiu, coagir testemunhas, torturar crianças e falsificar documentos.

mockup