Pessoas que moravam aqui e foram embora, imóveis com pendências de herdeiros ou abandonados ou na expectativa de serem vendidos e, na maior parte dos casos, a falta de dinheiro dos contribuintes fazem do IPTU a principal fonte de renda do município o tributo com maior índice de inadimplência em Londrina. A dívida acumulada do imposto nos últimos anos é de R$ 77 milhões. No exercício deste ano, segundo o secretário de Fazenda, Rubens Menolli, o indíce de inadimplência do IPTU gira em torno de 25 a 30%.
''Esse índice de inadimplência é histórico e deve ser revertido no ano que vem'', afirma o secretário, referindo-se ao processo de negociação de dívidas. Mesmo assim, segundo ele, sobra uma margem de pelo menos 10% de moradores que não pagam ou não conseguem quitar o tributo. Menolli acredita que pelo menos 30 mil imóveis estão em atraso.
Do volume total da dívida, R$ 10 milhões já foram negociados e parcelados e pelo menos R$ 25 milhões a prefeitura não soube informar o número de contribuintes envolvidos estão sendo executados judicialmente, onde os imóveis são vendidos para pagamento da dívida. Segundo Menolli, a execução judicial só é pedida quando cesseram todas as tentativas de negociação.

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