Ippul vai mudar trechos críticos da área central
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de junho de 1997
Lúcio Horta 
Na próxima terça-feira o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) começa a promover alterações em quatro trechos da área central da Cidade, considerados críticos em relação à fluidez do trânsito: as ruas Pará (entre Higienópolis e Juscelino Kubitscheck), Fernando de Noronha (entre Leste-Oeste e Quintino Bocaiúva), Professor João Cândido (entre Paes Leme e JK) e, finalmente, Pio XII (entre Professor João Cândido e Higienópolis).
Segundo o diretor-presidente do Ippul, Mário Stamm Júnior, nos horários de rush - por volta do meio-dia e das 18 horas - o tráfego nesses locais é muito lento e frequentemente há congestionamento. Uma das principais causas, segundo levantamento técnico feito pelo Instituto, é o excesso de veículos estacionados nos dois lados de cada via, diminuindo assim a área de rodagem.
Na rua Pará, por exemplo, entre as 17h30 e 18h30, passam pela via em torno de mil carros, o que equivale a um média de três carros por segundo. E esse número, para piorar, não é contínuo: o trânsito pára, caminha um pouco, pára novamente, anda mais um pouco etc.
Mário Stamm diz que as ruas nesses trechos têm nove metros de largura, sendo que um veículo precisa de no mínimo 3,30 metros para trafeguar com segurança. Como são usados pelo menos dois metros de estacionamento em cada lado da rua, sobram somente cinco metros de rodagem. Ou seja: só dá para passar um carro de cada vez.
A idéia do Ippul é aumentar o espaço das vias de rodagem, dando a possibilidade para que dois carros trafeguem paralelamente no mesmo sentido com maior rapidez e segurança. Hoje, dependendo do horário, os motoristas até se arriscam a andar lado a lado nessas ruas, mas como o espaço é muito pequeno isso acaba facilitando a formação de congestionamentos, além do perigo de colisões.
A solução será proibir o estacionamento em um dos lados da via: o Ippul vai pintar faixas amarelas contínuas no asfalto, delimitando as áreas de estacionamento, e colocar placas alertando onde pode ou não estacionar. Em locais de confluência, serão instalados prismas para preservar a visibilidade dos motoristas.
Apesar do procedimento ser simples, Mário Stamm acredita que será suficiente para desafogar um pouco mais o tráfego, ainda que exista uma limitação física, ou seja, as ruas são muito estreitas. Ele observa que a diminuição do número de vagas para estacionamento não será significativa e nem vai prejudicar comerciantes, já que não haverá alteração nas ruas próximas àquelas afetadas pela medida.


