Ippul tem pouca estrutura para planejar
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2005
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) conta com uma estrutura precária para readequar até abril do ano que vem o Plano Diretor do município. Até esta data, a Prefeitura deve entrar com projeto de lei na Câmara de Vereadores, para ser aprovado até junho. As diretrizes devem contemplar estratégias a serem desenvolvidas em 10 anos.
Segundo dados da presidência do Ippul, o instituto conta hoje com 14 funcionários, sendo que destes apenas seis são do quadro próprio do órgão - os restantes são ''emprestados'' de outros setores da administração municipal. Além deles, 25 estagiários prestam serviços. Já a aparelhagem é insuficiente em áreas importantes, como nas estruturas de geoprocessamento e geogerenciamento.
O diretor de planejamento urbano do Ippul, Gilson Jacob Bergcoc, cita que o trabalho é prejudicado também pela carência de dados. ''Levantamentos como planta de uso de solo e mapeamento de concentração de empregos não existem ou estão defasados'', explica. O diretor-presidente do instituto, Luiz Figueira de Mello, reconhece que a estrutura é precária.
''Está aquém das necessidades de uma cidade como Londrina, a segunda maior do Estado e a terceira maior do Sul do país'', lamenta. Na primeira gestão de Nedson Micheleti (PT), chegou-se a comentar que o Ippul seria extinto. Tal plano está suspenso por hora, ao mesmo tempo em que a equipe do instituto se desdobra para planejar a cidade. A verba destinada ao Ippul é uma das menores dentre os vários setores da Prefeitura.
''A necessidade exige uma reestruturação do instituto. Após a reelaboração do Plano Diretor, o Ippul será fundamental para garantir a aplicação das diretrizes e para isso terá que estar melhor aparelhado'', argumenta Mello. O diretor-presidente ressalta que as mudanças no Plano Diretor levarão em conta parâmetros do Estatuto das Cidades e dirão respeito a todas as secretarias da administração municipal.
''A questão do planejamento de Londrina deve ser aberta à população'', afirma Celina Ota, arquiteta da Secretaria Municipal de Obras e integrante da equipe de readequação do Plano Diretor. ''Este planejamento não é uma discussão apenas técnica, é preciso ouvir a sociedade para que possamos construir a cidade que queremos. De forma que haja desenvolvimento sustentável, sem que se perca uma perspectiva maior, considerando toda a Região Metropolitana de Londrina'', complementa Mello. ''A ampliação do debate dará condições para que seja pleiteada uma melhor estrutura para o Ippul'', conclui.


