Técnicos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) realizarão em agosto a complementação da contagem de veículos no cruzamento nas avenidas Humaitá e Paranaguá (Área Central de Londrina). O objetivo é verificar a necessidade de um semáforo no local.
Segundo a gerente de Trânsito do Ippul, Cristiane Biazzono Dutra, essa complementação ao trabalho realizado em maio se faz necessária. Isso porque, apesar do Departamento Nacional do Trânsito (Denatran) recomendar que a contagem volumétrica seja realizada durante o período de 12 horas, o grupo técnico do Ippul constatou que o período de maior pico seria das 19 às 21h, quando muitos alunos e funcionários das universidades próximas passam pelo local.
''Pretendemos complementar essa contagem a partir de agosto, que é quando os alunos estarão voltando do período de férias'', explicou Cristiane. Questionada sobre a demora para o reinício da contagem, ela esclareceu que o Ippul estaria com falta de funcionários e sobrecarregado com outros trabalhos de maior urgência.
Apesar disso, o reforço da sinalização no cruzamento, realizado pela Companhia de Trânsito e Urbanização (CMTU) já trouxe uma diminuição significativa no número de acidentes, de acordo com moradores e comerciantes.
O pedreiro Jovaldo Santos contou que cruza a Avenida Humaitá todos os dias e já presenciou vários acidentes no cruzamento, porém depois que reforçaram a sinalização, o número de ocorrências diminuiu. ''Mas eu ainda acho que a instalação do semáforo será a melhor solução.''
De acordo com o proprietário de uma concessionária de veículos, Marcelo Gammarano, mesmo com a redução do acidentes, o desrespeito continua.''O dia todo, nós ouvimos buzinaço e xingamentos. O problema é sempre o mesmo, a alta velocidade do grande fluxo de veículo que sobe a Humaitá'', conta.
Desrespeito
Ainda segundo a gerente de Trânsito, a contagem de veículos será realizada também na Avenida Harry Prochet, no cruzamento com a PR-445. ''Vamos precisar de um grande esforço para realizar este trabalho de contagem tanto na Humaitá, quando na Harry Prochet, a qual irá precisar de pelo menos 24 funcionários, trabalhando em três turnos de quatro horas e meia'', destacou.
O aposentado Joves Migliacio, morador do Conjunto Vivendas do Arvoredo (Zona Sul), conta que a população da região pede a instalação de semáforos há anos. Ele detalha que já presenciou vários acidentes no cruzamento, devido ao desrespeito dos motoristas que trafegam em alta velocidade na 445. ''Esses dias atrás presenciei o veículo de uma senhora sendo atingido por uma moto que vinha da PR em alta velocidade.''
Cristiane disse que o número de veículos que trafega pelas vias já é maior que o recomendado pelo Código de Trânsito para a instalação de uma semáforo no cruzamento. De acordo com o Código, é preciso que o fluxo da via principal seja de pelo menos 600 veículos e o da via secundária de 200 veículos, durante oito vezes, no período de 12 horas. Não há prazo para instalação dos equipamentos.

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