Dez anos depois, o canteiro da avenida Winston Churchill, no cruzamento com a avenida Henrique Mansano, na zona norte de Londrina, poderá ser reaberto. O Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) elaborou um projeto que propõe a readequação do local, com o fechamento das atuais baias de conversão e a realocação dos semáforos instalados nos dois sentidos próximo ao cruzamento.

O projeto também contempla a pintura de faixas de pedestres, construção de rampas de acessibilidade, e sinalização vertical e horizontal alertando para os sentidos permitidos de circulação na via e da presença dos semáforos, que no total seriam quatro. "Isso vai possibilitar uma transposição mais rápida e segura frente as filas que são feitas atualmente para fazer o retorno em ambos os sentidos da via", justificou Reinaldo Ribeirete, presidente do Ippul.

Projeto foi encaminhado à CMTU e Secretaria de Obras, mas ainda não há prazo para ser colocado em prática
Projeto foi encaminhado à CMTU e Secretaria de Obras, mas ainda não há prazo para ser colocado em prática | Foto: Ricardo Chicarelli



A proposta já foi encaminhada para a Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação, para providenciar a abertura do canteiro e adequações geométricas, e para a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina), que irá providenciar a instalação dos semáforos e a sinalização viária. Apesar do envio, ainda não existe um prazo estipulado para que o projeto vire realidade.

Além da reabertura do canteiro, foi proposta uma mudança na rotatória situada a 300 metros de distância do início da Henrique Mansano. "Com este cruzamento funcionando, a perspectiva é que menos motoristas tenham que ir até a rotatória que fica em frente ao terminal do Ouro Verde, desafogando o trânsito neste local. Assim, será possível fazer uma abertura no meio da rotatória, para que, quem vem na Winston Churchill sentido Saul Elkind siga direto", explicou.

PRIORIDADES
Segundo Ribeirete, o projeto da zona norte faz parte de um conjunto de 50 planos elaborados pelo instituto para melhorar o tráfego em entrocamentos conhecidos pelos problemas de trânsito. Entre as iniciativas estão a implantação de um semáforo na avenida Dez de Dezembro para quem sobe até a Juscelino Kubitschek, e a construção de um viaduto na avenida Rio Branco com Leste-Oeste.

Uma reunião está prevista para a próxima semana entre IPPUL, Secretaria de Obras e CMTU, em que serão debatidos os projetos que deverão receber prioridade de orçamento e execução. "Ainda não temos uma cultura de utilização do transporte coletivo e das ciclovias. Por isso, levantamos diversos locais da cidade que precisam de intervenções e agora precisamos fazer um cronograma de trabalho para que estes estudos não fiquem apenas no campo da proposta", planeja.



Proposta divide usuários
Um dos motivos para o fechamento do canteiro da avenida Winston Churchill com Henrique Mansano, em 2007, foi a grande confusão no trânsito que os semáforos geravam, além dos acidentes, que eram recorrentes. Proprietário de uma oficina mecânica que fica em frente ao cruzamento, Aroldo Tashima não acredita que a proposta traga melhorias.

"Estou neste local há mais de 30 anos e não vejo nada que vá ajudar. Quando abriram o canteiro, pela primeira vez, era um acidente atrás do outro. Se fizerem isso novamente, vão precisar deixar uma ambulância em casa lado da pista para se precaverem", acredita. Funcionário de uma loja de lubrificantes, Alberto Bispo compartilha da mesma opinião. "Já vi muita gente morrer nesse cruzamento no passado. Sou contra a reabertura e a colocação de um monte de semáforo", critica.

A favor da reabertura, a professora Mafalda Silvio vê no projeto uma maneira de facilitar o trânsito de quem vem e vai para a região. "Será uma mudança positiva, porque o transtorno que existe atualmente para fazer o contorno nas baias é muito grande. Uma outra questão é que irá facilitar para quem vem pela avenida Henrique Mansado e precisa ir para a Arcindo Sardo", constata.

Diariamente transitando pela via, o despachante José Wilmar da Silva procura sair sempre mais cedo do trabalho para evitar as longas filas que se formam nas vias em torno da Winston Churchill. "São todas avenidas de escoamento na zona norte e que no fim de tarde se tornam uma ‘batalha’ para quem precisa travessar", conta. "A proposta parece ser boa na teoria, porém temos que ver na prática". (P.M.)

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